segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Novembro trazendo consigo a 25ª Semana Municipal da Consciência Negra!

A semana, que na verdade se extende para um mês de inúmeras atividades culturais, tem como objetivo valorizar a nossa história, intelectualidade e talentos. O tema desse ano é "(x) Negra sim, (x) Negro sim!" 

Arte por Alexon Messias

Alguns eventos da programação já aconteceram, como Concurso Beleza do Ébano +13 Comenda Luiza Mahin, Balanço da Legislação de Promoção da Igualdade Racial, Abertura da SMCN, Encontro com a  Religiosidade de Matriz Africana e IV Semana Acadêmica da Relações Internacionais, porém, terão outros listados aqui abaixo:
  • Semana Municipal da Capoeira:
Quando: 8.11 a 16.11
Organização: Grupo Capoeira de Rua Berimbau e MTM
Contato: Mestre Militar (55) - 9698-1074
Quando: 13.11 (quarta-feira), 20h
Onde: Theatro Treze de Maio
Entrada: FRANCA


  • 2 Feijoada da SMCN:
Quando: 17.11 (domingo), 11h
Onde:Sede Campestre da ASSUFSM, km 1, faixa de São Sepé
Organização: Ilê Axé Ossanha Agué, Museu Treze de Maio e ASSUFSM
  • SMCN PIBID - História UNIFRA:
Quando: 18.11 a 22.11, 14h
Onde: Escola Coronel Pilar, Rua Pinto Bandeira, 225
Organização: Escola Coronel Pilar e PIBID UNIFRA
  • Seminário Lei 10.639|03: Avanços e Desafios:
Quando: 18.11 a 19.11 manhã tarde e noite
Onde: Museu Treze de Maio, Rua Silva Jardim, 1407
Organização: MTM, GT da Lei 10.639, SMED e 8 CRE


  • Kizomba:
Quando: 20.11, 18h
Onde: Praça Saldanha Marinho
Organização: MTM e parceiros da SMCN
  • Vivências Afro-Brasileiras: Oficina de Capoeira
Quando: 22.11, 14h
Onde: CTISM|Campus USFM, prédio 05
Organização: Colégio Técnico Industrial e MTM

  
 Arte por Alexon Messias 

 Encontro Sobre Cidadania e Direitos
Quando: 22.11, manhã e tarde
Onde: UFSM
Organização: UFSM, IACOREQ e Observatório Afirme
  • Exposição Fotográfica Itinerante "Olhares Negros":
Quando: 22.11, 20h
Onde: Museu Treze de Maio, Rua Silva Jardim, 1407

->> Gostaríamos de ressaltar que nesta exposição estaremos em número expressivo, pois três mulheres negras da JuNF estão sendo homenageadas: Karen Tolentino (Nega Karen), Sariana Lima e Kelara Menezes. Tendo ainda duas mães negras guerreiras: Suzete Xavier (Suzi), mãe da Mariane e Amanda Xavier, integrantes da JuNF e a Maria de Lourdes (Lurdinha), mãe da Suelen Aires também da JuNF. Pra nós, isto é muito significativo! Parabenizamos o trabalho de todas estas mulheres negras batalhadoras e a Equipe da Exposição Olhares Negros que prestou estas homenagens!

  • IV Ciclo de Estudos Sobre História e Culturas Afro-Brasileiras
Quando: 23.11, 8h
Onde: CTISM|Campus USFM, prédio 05
Oragnização: CTISM e MTM
  • I Sarau de Poesia Negra da Juventude Negra Feminina de Santa Maria - RS
Quando: 23.11, 19h
Onde: Museu Treze de Maio, Rua Silva Jardim, 1407
Quando: 29.11, 18h
Onde: Museu Treze de Maio, Rua Silva Jardim, 1407
Oraganização: Museu Treze de Maio
  • II Mesa Redonda Sobre Religiosidades Afro-Brasileiras:
Quando: 30.11, 8h
Onde: auditório UFSM, Floriano Peixoto, 1184
Organização: GT Negros

Arte por Alexon Messias
Beijos e abraços, JuNF


domingo, 10 de novembro de 2013

Flávia Nascimento De Souza Luiz

17 anos, estudante do 2º Ano do Ensino Médio, natural da cidade de Santa Maria. 

“Conheci o grupo através do Facebook, apesar do tempo que me impede de comparecer as reuniões, eu me sinto muito bem de ficar por dentro das pautas e discussões sofridas dentro do grupo.”

 “Quero crescer dentro do mundo da moda, fazer alguns cursos dentro dessa temática para que possa sempre crescer. Fazer minha faculdade de Design moda, melhorar meus desenhos e tornar real minha primeira coleção exclusiva baseada nas mulheres da África.”

 “Me sinto forte, e de certa forma com uma responsabilidade maior em cima de mim, por ser mulher negra. O que me mantém em pé e com coragem pra seguir é meu pai que desde pequena me ensinou que a minha determinação e vontade de ser o que quiser não implica na cor da minha pele.”

  •  Cite um caso de racismo que você sofreu e como você se sentiu: 
 "Quando eu tinha 6 anos, meus pais me colocaram na escola Municipal Duque de Caxias, onde fiz minha 1 série. Eu conhecia apenas uma menina (que estava na 7 série), filha de uma amiga da minha mãe, nós sempre brincávamos juntas. Meus pais nunca tiveram muito dinheiro, e isso sempre nos afetou economicamente. Quando íamos ao mercado, sempre que dava, eles compravam iogurte de morango pra eu levar de lanche, pois era meu favorito, e sempre o máximo que podiam gastar comigo. Essa única menina que eu conhecia na escola, só falava comigo quando as amigas dela não iam ao colégio, quando elas iam eu ficava sozinha. Certo dia chegando atrasada na escola vi todas elas sentadas no pátio(eram 4), dei um oi e corri para o banheiro apertada, chegando lá larguei minha merenda no chão do banheiro e fui fazer meu xixi, então eu ouvi a porta trancando e alguém pegando minha lancheira por debaixo da porta e rindo, falando alto, reconhecia a voz da amiguinha de infância dizendo ”Aah, a neguinha é toda patricinha, metidinha a rica burguesinha, traz iogurtezinho pro colégio. A sujinha não come comida de pobre, acha que é melhor que nós!” uma outra dizia: “eu quero esse iogurte, vamos tomar tudo!”. Lembro que elas jogavam minha lancheira de um lado para o outro e que eu chorava muito... Até que a diretora chegou e mandou parar, minha mãe foi chamada, porém nada além aconteceu, minha mãe fez a diretora e as meninas me pedirem desculpas, por consideração a mãe da garota ela resolveu não processar a família nem as outras garotas. E depois disso, a burguesinha aqui nunca mais estudou em escola pública-municipal. Não sei como eles pagaram escola particular pra mim durante 7 anos, mas eu agradeço a eles.” 

“Sofri muitos outros, mas esse foi responsável pela minha não saída de sala de aula por um bom tempo. E mesmo mudando de colégio, até a 6 série eu sempre chorava nas apresentações para os colegas no primeiro dia de aula.”

 “O mais recente foi na casa de uma senhora que minha madrinha cuidava, minha madrinha morava lá, e essa senhora era muito preconceituosa, notava que ela nunca ia para o mesmo lado que eu. A noite ela brigou com minha madrinha questionando o porque eu estava ali, perguntando se eu não tinha casa pra estar enfiada na dela. Minha madrinha me disse pra deixar passar, e eu escutei. Pela manhã ela estava sentada na sala e eu cheguei, dei bom dia e sentei no sofá, minha madrinha e eu ficamos conversando, até que ela intervém dizendo: ‘MANDA ESSA MACACA SAIR DO MEU SOFÁ, NÃO QUERO QUE ELE APODREÇA, SAI DA MINHA CASA CRIOLINHA!’ aquilo doeu, doeu mais ainda porque pensei que já soubesse lidar com aquele tipo de situação, mas eu não sabia.” 

  • Poderia citar um exemplo de resposta e até mesmo de denuncia a esse episódio sofrido?
 “Eu não sei como reagiria na época, nem se me daria bem respondendo hoje, porque normalmente eu costumo sendo muito frágil em relação a isso até hoje, pode parecer bobagem que eu com 17 anos ainda chore quando alguém me ofende por ser negra. Mas é verdade.”


Acompanhe a o blog da JuNF e mantenha-se atualizado para conferir as próximas minibiografias!
Beijos

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Aline Vargas Escobar

16 anos, estudante do 1º ano do Ensino Médio, natural de Porto Alegre, moradora da cidade de Santa Maria.
“Conheci a JuNF pelo Facebook e posso dizer que desde o primeiro encontro é muito bom e gratificante fazer parte das reuniões ou eventos ao lado das outras integrantes. Tanto para rir e fazer lanche coletivo, quanto para debater assuntos de alto nível intelectual. Para o futuro estou sempre criando grandes expectativas espero que nos próximos anos esteja cursando a faculdade de Design de Moda, que o desfile a ser produzido como trabalho final seja composto somente de mulheres negras e que eu possa criar uma marca e coleção exclusiva de sapatos número 40.”
“Desde que me conheço por gente, pude crescer com duas influências femininas negras muito fortes, as da minha irmã e mãe. Elas me ensinaram a cuidar do meu cabelo, uma coisa normal e básica, porém, no nosso dia a dia uma atitude.”
“Os meus primeiros livros eram sobre a temática negra, tenho fotos de criança em eventos afro, enfim, se não fosse pelas minhas influências ignoraria a importância da cor da minha pele. Hoje como, na verdade, adolescente negra, sinto que ainda tenho muito que aprender e ler. Que lutando por diversas questões políticas e psicológicas com as gurias e mulheres da JuNF, podemos influenciar muitas crianças a gostarem de suas características afro desde sempre.”

  • Cite um caso de racismo que você sofreu e como você se sentiu: 
“Uma vez ao passar pelo calçadão, alguém gritou frases muito ofensivas envolvendo meu cabelo e cor, e na época cheguei em casa chorando pois ainda não sabia lidar com aquela situação.”

  • Poderia citar um exemplo de resposta e até mesmo de denuncia a esse episódio sofrido? 
“Se pudesse voltar no tempo teria o xingado também, teria não me importado, pois gosto do meu cabelo do jeito que ele é e se conhecesse a pessoa teria o denunciado.”


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Beijos

Bem vindos e bem vindas ao blog da JuNF!


CRESPA CANTIGA 

meus cabelos condensam vivências que nenhuma 
chapinha alisa 
sabem segurar os mistérios da ventania 
e segredos miúdos 
que o tempo encrespou e encaracolou com esmero 

não há chapéu que abafe 
o axé plantado 
por cafunés 

minha mãe 
sabedora de histórias antigas 
pôs um véu de paz na cabeça 
para enganar o turista 

do coração da gente 
varreu a guerra 
mas segredou já no útero: 
“a luta continua 
e a vitória está na serra 
da barriga das mulheres”. 

(Livro Kizomba de vento e nuvem (poemas)/Cuti, p. 32) 

1º Encontro da Juventude Negra Feminina de Santa Maria - RS. Mês internacional da luta e da resistência da Mulher Negra - Museu Treze de Maio, 13 de julho de 2013.


 Confecção de faixas e cartazes sobre a luta da Mulher Negra para a Marcha das Vadias - SM - Museu Treze de Maio - 17.07.2013.


Participação da JuNF - "Enegrecendo o Feminismo" na Marcha das Vadias SM - 21.07.2013
 Preparação para a intervenção da JuNF na II Sexta-feira Treze - Muse Treze de Maio -  08.08.2013
 
II Sexta Feira-treze - Museu Treze de Maio - 09.08.2013 

JuNF na Comissão organizadora, cerimonial, cadastramento, apresentação artística, articulação e relatoria da III Conferência Municipal de Igualdade Racial e III Conferência Regional de Igualdade Racial - 03.08.2013



Reunião de organização do 1º Sarau de Poesia Negra da JuNF - Praça Saldanha Marinho - Ocupação dos espaços públicos de SM - 26.09.2013


Reunião e Piquenique no Parque Itaimbé - Ocupação dos espaços públicos de SM- 20.10.2013

 Reunião do Mês da Consciência Negra - 04.11.2013